domingo, 3 de abril de 2016

Um outono sombrio para o Brasil

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João Cruzué
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Estamos em abril de 2016. Pela tarde fui até a banca de jornal para comprar a Revista Veja; costume de mais de 10 anos. Voltei  e fui fazer poucas coisas, pois hoje é sábado e devo descansar. O tempo está seco e faz calor lá fora. Eram 21:16 quando abri a Bíblia para ler uma palavra de Deus, terminei o texto agora, às 23:29. A página que se abriu na Bíblia foi exatamente no capítulo primeiro, do livro do Profeta Oseias. "E disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai e toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR". Este assunto fez-me voltar à mente um pensamento que tive ontem. E se isto que está acontecendo, hoje no Brasil, for apenas o começo das dores de um período longo de infortúnios econômicos, políticos e sociais? Nós brasileiros somos um povo acostumado a levar a vida com bom humor, zombando e fazendo graça das circunstâncias do cotidiano, mas, sinceramente estou começando a ficar preocupado com a rapidez com que as coisas estão ficando instáveis.

Quem for ler os jornais de hoje, vai ver que os Bancos brasileiros estão preocupados com o tamanho da dívida do Grupo Odebrecht. Eles já estão revendo suas posições de perdas, reservando vários bilhões para fazer face a um calote gigantesco. 

O perigo financeiro não vem da roubalheira institucionalizada que tomou conta do Brasil nos últimos 16 anos. Isto é apenas a consequência da falta de controle das autoridades responsáveis. E quando isto é a causa é preciso uma resposta muito rápida. Por volta do ano 2000, um grande escândalo explodiu  na contabilidade das grandes empresas americanas (Xerox, Wordcom, Enron...). Bilhões de vendas de faz de contas estavam sendo contabilizadas, para forjar grandes lucros contábeis nos Balanços. Grandes lucros mantinham os bolsos de seus Administradores cheios de dinheiro proveniente de bônus. Poucas vendas = > poucos lucros => poucos bônus! Para não perder os bônus, forjavam-se grandes vendas, só no papel.

Quando os grandes investidores (Fundos de pensão, multibiliardários árabes...) perceberam que seu capital estava aplicado em empresas que não possuíam o mínimo controle, começou uma fuga de capital. O valor das patrimonial das empresas americanas começou a derreter rapidamente. Ninguém era louco de deixar seu dinheiro em um lugar tão mal governado. Daí, abreviadamente, o Governo americano sacou da gaveta um um projeto de lei que estava mofando há pelo menos 10 anos. Mesmo desatualizada, a Lei Sarbanes-Oxley foi sancionada com seus 1.107 artigos. Se esta resposta não fosse dada com muita rapidez, teria acontecido o maior desastre econômico do mundo nos Estados Unidos. O que aconteceu com a Petrobrás, aqui, foi evitado lá. A perda patrimonial por falta de controle, ou de governança, como se diz tecnicamente.

Vou exemplificar o que acontece, quando os efeitos do descontrole e a desordem atingem as finanças de uma empresa. Não existe pior exemplo disso no mundo dos negócios do que o ocorrido com a Petrobrás, sob a (in)gerência de Dona Dilma Rousseff .

Em 21 de maio de 2008, ainda sob o governo do Presidente Lula, a Petrobrás atingiu seu maior valor de mercado - R$ 510,4 bilhões de reais. Pela cotação do dólar do dia, (R$ 1,659), seu valor patrimonial em moeda americana era de 307,655 bilhões de dólares. 

Em 07 de março de 2015, a jornalista Gabriela Mello  do Jornal Estadão publicou um artigo onde mostra que a Petrobras levou um enorme tombo patrimonial. O artigo diz que o valor da Petrobrás em 04 de março de 2016 caiu para 30,849 bilhões de dólares. 

Fazendo as contas: Se ela valia 307,655 bilhões de dólares em maio de 2008 e e 30,849 bilhões em março de 2016, então esta queda patrimonial foi de  276,806 bilhões de dólares. 

Traduzindo: Se em 2008 você tivesse 1.000,00 reais e decidisse aplicar tudo em ações da  Petrobras, e em 04 de março de 2016 você fosse vender as ações, você receberia apenas 100 reais. A metade disso pode ser considerada como perda de valor pela queda o preço do barril do petróleo, mas a outra metade foi simplesmente desgoverno.

Quando grandes investidores descobrem que uma quadrilha de raposas foram colocadas para tomar conta do galinheiro, eles retiram seu dinheiro o mais rápido que puder.

Só que a Petrobrás é apenas um de milhares de "galinheiros" que estão sob a administração de raposas no Brasil. No rastro da Petrobrás, estão caindo as grandes empreiteiras brasileiras, Bancos, Construtoras, etc. A Odebrecht, por exemplo, é um caso estupefaciente. Ela deve hoje a "ninharia" de 100 bilhões de reais, segundo a blogueira Natuza Nery em artigo recente na Folha de São Paulo.  Deste valor, os Bancos brasileiros são credores de  R$ 35 bilhões. Sobrou para os Bancos. 

--Caro blogueiro cristão, o que tem a ver estes números com o Livro do Profeta Oseias? 

Eu já vou responder.

De acordo com o pensamento que veio à minha mente. Quando as empresas ficam muito endividadas, elas perdem a sustentabilidade nos negócios. Deixam e contratar, e começam a desempregar. 

Quantas grandes empresas brasileiras você pensa que estão desempregando ou deixando de contratar no presente momento? Não me arriscaria a dizer, mas o acompanhamento do desemprego no CAGED está trazendo um frio na barriga dos Economistas.

Quando o desemprego aumenta, as vendas caem. Quando as vendas caem, os governos (União, Estados, DF e Municípios) arrecadam menos impostos, mas se esquecem de cortar os gastos. Assim começa um ciclo vicioso, com a Economia do país descendo a ladeira. 

As Igrejas serão as primeiras a sofrer o impacto do desemprego.

Um fator ainda pior vem juntar-se à a situação econômica ruim. Pela primeira vez, depois de 54 anos, temos uma situação política com potencial explosivo para conflitos sociais no Brasil. 

Há uma Presidente que não governa. Com receio de ser apeada do poder, pede socorro ao seu mentor e aos movimentos radicais e sindicatos de esquerda que cresceram sugando as tetas dos cofres públicos. O Brasil pode ir inteiro protestar nas ruas contra, todavia, o Governo atual da Presidente Dilma não vai ouvir nem recuar um milímetro. 

A Presidente e os que dão sustentação a seu governo já decidiram que ou ficam ou ficam; que se danem os que não estão com eles. Com a desculpa de que outros também roubam, não aceitam entregar o poder, mesmo sendo responsáveis por terem quebrado a Petrobrás e as outras empresas que estão a caminho do brejo. Há um grave risco de estouro da inflação e que falte mercadorias para comprar nos supermercados. Se houver conflitos nas ruas, a primeira coisa que vai acontecer são os saques em estabelecimentos comerciais. Descontrole + conflitos não são coisas fáceis de se entender.

Diante destas circunstâncias, há dois tipos de previsão. A legalidade vai prevalecer e o governo atual vai entregar o poder. A outra saída para o imbroglio em o Brasil está encalacrado seria o evento de eleições majoritárias ainda em 2016. Este seria o caminho pacífico.

Todavia, se em lugar da paz, Deus permitir que haja uma ação de poderosos anjos malignos ávidos para insuflar o ódio e a loucura no coração da sociedade - e aí? Bem, infelizmente, isto já aconteceu no passado, inclusive, em países de credo evangélico.

Já pensou se o SENHOR, neste momento, quando olha para o Brasil e vê aqui a mesma situação que acontecia no reino de Israel, nos dias da chamada do Profeta Oseias? 

Diga-me com sinceridade: Como você  vê, hoje,  a atitude das  grandes lideranças das Igrejas Evangélicas no Brasil? Você acha que elas estão preocupadas com evangelização, missões e fazer a vontade do SENHOR?  Ou desconfia  que elas estão mais ocupadas com projetos políticos, econômicos ou de perpetuação no poder? Hã?

É por isso que estou receoso. A semelhança do que aconteceu em 11 de setembro de 2001 no Estados Unidos, também não pe impossível que DEUS permita algo ruim aqui, para fazer com que seu NOME seja honrado e glorificado e não desprezado pelos ímpios e descrentes, por causa do mau testemunho daqueles que deveriam ser santos. 

De todo coração não desejo que este mal venha bater a nossa porta e nos tirar a paz. 

Por isso, vou orar mais e rogar a misericórdia do SENHOR, para que livre nossa nação dos planos do diabo.

Louvado seja o nome do SENHOR!




Comentários: eu também aceito críticas, desde que não sejam anônimas.





domingo, 27 de março de 2016

Igreja Evangélica, Política e Lava Jato

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Dilma, antes da delação do Grupo Odebrecht
Por: João Cruzué
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O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes, criticou, em conversa recente com o ex-presidente Lula, os agentes da Polícia Federal e os Procuradores do Ministério Público que atuam em Curitiba na Operação Lava Jato. Quando Lula disse que "... esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público, eles se sentem enviados por Deus, o Prefeito complementou: "É, mas eles são todos crentes. Os caras do Ministério Público são crentes,né?" Dentro deste contexto, gostaria de deixar algumas considerações e minha opinião sobre o desenrolar dos próximos acontecimentos. Não se trata de profecia ou julgamentos, mas do simples uso da minha intuição de crente em Jesus.

Tenho para mim que, quando o  ex-presidente Lula disse: "Estes meninos se sentem enviados por Deus", ele  estava desdenhando da religião do Procurador Deltan Dallagnol, que frequenta a  que frequenta a Igreja Batista do Bacacheri [bairro que conheço pessoalmente], em Curitiba. O pai do Procurador também era do Ministério Público. Ele e a Polícia Federal estavam e estão determinados a por na cadeia um bando de empreiteiros e políticos que vêm dilapidando os recursos públicos do país em benefício próprio.

Também tenho para mim também que, quando o prefeito do Rio comentou tal frase, ele pontuou que  "Eles são todos crentes, os caras do Ministério Público são crentes", também estava desdenhando dos crentes, com indiretas ao Procurador Deltan Dallagnol.

O ex-presidente quando generalizou: "..Esses meninos... E o prefeito também generalizou quando disse: "Eles são todos crentes" revelaram o velho preconceito contra os evangélicos. É público e notório o que o ex-presidente Lula pensa a respeito dos Pastores Evangélicos, notadamente quanto a colocar a culpa no diabo por todas as coisas ruins que acontece na vida dos fiéis e também sobre o recebimento dos dízimos. Quando ele precisa destes pastores, ele os mima; quando não precisa, os coloca no mesmo saco de farinha do seu partido, por causa do mal testemunho de alguns deles.

De 2002 até 2009, boa parte das lideranças evangélicas se "enamoraram" com o canto da sereia do ex-presidente Lula, porque estavam cansados da política velha, ostensivamente, desprezadora de crentes, e arriscaram a sorte no "novo". E como o "novo" ganhou, trazendo um discurso de proteção aos mais necessitados do país, não foi possível com nitidez o que estava no fundo da caixa d'água: politicas pró-abortistas, ativismo gay, lei da palmada, projeto 122 - a mordaça gay, casamento gay, discurso difamatório de desconstrução da Igreja Evangélica, rótulo de ladrões aos Pastores, projetos de retirada de imunidade tributária das Igrejas, um sufoco tremendo.

De 2002 a 2015, sem dúvida, foi o período que a Igreja Evangélica no Brasil mais sofreu com o processo de secularização, devido a sua intromissão sem limites na representação política. O sagrado se uniu ao profano e sofreu um dano irreparável. Consciências foram compradas e Igrejas foram "vendidas". Basta uma pesquisa criteriosa nos bancos de dados digitais nos anos de eleição, para que tudo que está dito seja comprovado. Nunca tivemos tanta representação evangélica no Congresso, e paradoxalmente, em nenhum outro período as ideologias ateias e comunistas avançaram tanto sobre a família brasileira. O PL 122 foi como um boi de piranha. Enquanto as atenções ficaram focadas nele, passaram o casamento gay, a mudança de interpretação do conceito de família no STF, e mais coisas.

Da mesma forma que o ex-presidente Lula e o prefeito Paes disseram, também é necessário que a Igreja Evangélica de hoje, copie o testemunho fundamentalista dos "meninos da Polícia Federal e dos meninos do Ministério Público" ligados à Operação Lava Jato. Mais fundamentalismo bíblico e menos projetos políticos. O princípio da não aceitação do jugo desigual foi quebrado por muitos líderes evangélicos, mas o ESPÍRITO SANTO DO SENHOR JEOVÁ não o revogou. O fundamentalismo evangélico esfriou. Não me canso de escrever, que hoje há mais ação e arregimentação de jovens nas periferias das grandes cidades por organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, do que crentes pregando o Evangelho. A Igreja elitizou-se, abandonou as favelas, e Missões deixou de ser prioridade, para ser apenas um artigo de presunção e propaganda.

A ganância religiosa está tão desavergonhada, que fiquei pasmo ao ouvir um dos mais novos líderes evangélicos, no canal RGI, dizendo mais ou menso isso: Preciso de um x número de pessoas que deem uma oferta de R$ 2.000,00. Se você não tem, pega um empréstimo consignado e traga o dinheiro para a "Igreja".  Não foi outros que me disseram, eu ouvi, pessoalmente. Nos últimos 30 anos, uma boa parte do se diz Igreja Evangélica apodreceu muito depressa, a ponto de isto me assustar. E onde isto começou? Bom, em algum lugar de 1990 para cá, alguém trocou o Espírito Santo por fama, TV e dinheiro. Mais ou menos as mesmas coisas que Jesus Cristo recusou do diabo na tentação.

E quanto ao momento político atual, é preciso muita oração e atenção com os gastos familiares. Estamos a poucos dias da colaboração premiada do ex-presidente do Grupo Odebrecht, Sr. Marcelo Odebrecht. Quando ele abrir a boca, provavelmente, vai ligar o dinheiro sujo da corrupção com a campanha política de 2014 da atual Senhora Presidente. Assim que isto acontecer, o TSE vai abrir um processo para cassar a chapa Dilma-Temer. A lista da Odebrecht pode sujar a campanha de centenas de políticos, inclusive, evangélicos.

Depois da cassação da chapa, novas eleições vão ser marcadas ainda para este ano. Neste cenário político novos personagens políticos devem aparecer. Temos que orar muito, para que não aconteça aqui o que aconteceu na Venezuela. O povo estava tão cansado de corrupção que elegeu um militar para Presidente. Esse Militar era Hugo Chaves, o que estava ruim, ficou ainda pior.

Não creio que tenhamos impeachment, pois é provável que o TSE casse  a chapa Dilma-Temer por usar dinheiro sujo na campanha de 2014. Por outro lado, devemos orar muito mais para que não aconteça aqui uma venezuelização do país. Se o cenário fugir do previsível, as coisa piorarem e houver confronto nas ruas, a Economia vai piorar, a inflação vai subir, o desemprego vai aumentar, e só Jesus para ter misericórdia.

Diante disso, oração apenas não basta. Também é preciso muito jejum, para que Jesus tenha misericórdia de nosso país, e dos crentes que foram levados por alguns pastores e bispos a votarem em um jararaca que foi acolhida e ajudada dentro da Igreja Católica*



*Tese de doutorado: [OLIVEIRA - UFRRJ, 2010 - fl.8 , PDF pg 45]

* Livro "Como uma Família COMEFORD, J. C. - Introdução pg. 15]














sábado, 12 de março de 2016

O povo cristão e o 13 de março

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13 de março
João Cruzué

Achei oportuno escrever algumas palavras, hoje, uma tarde cinzenta de sábado, 12 de março de 2016. Como é de conhecimento geral, amanhã é provável que milhões de brasileiros irão às ruas, em mais de 400 cidades, para protestar contra a CINZENTA situação política, moral e econômica brasileira. O que pode acontecer com o país nos próximos meses, e qual deveria ser a atitude de um cristão sincero e temente a Deus daqui para frente, é o propósito do meu post.

A corrupção, para mim, tem a cor cinza, igual ao céu desta tarde. Um céu cinzento não deixa passar a luz do sol. Se o céu ficasse cinza durante muito tempo as plantas não produziriam clorofila e principalmente flores. Já tive um pé de pimenta no escritório, que por causa da falta de luz ficou tão mirrado que precisei levá-lo para casa.

Em meus 60 anos, nunca vi um tempo de tanta notícia de corrupção quanto nestes últimos cinco anos. Ela não é exclusiva de partidos políticos,  raça,  credo ou gênero. A corrupção, de acordo com minha formação religiosa, é o efeito do pecado. O pecado é como o vírus da zika que vai deformando toda e qualquer instituição a partir do ser humano.

Uma vez corrompido, não há como parar.  Só pela graça de Deus. Quando o Rei David corrompeu-se, caiu o muro da graça de Deus que protegia sua família e, e a partir daí, o diabo teve livre acesso. A raiz da corrupção está fincada nas trevas do mundo espiritual. O mundo espiritual comando o mundo físico. O primeiro ser espiritual que se corrompeu, segundo a história judaico-cristã foi um querubim celestial chamado Lúcifer - o portador da luz. Ele perdeu a luz e se transformou em Satanás, o adversário da verdade.

As autoridades corrompem-se, porque  a soberba da vida e o amor ao poder as fazem mudar os conceitos do bem e do mal, chamando o mal de bem, para justificar a sua loucura. Como um carro sem freios, seu destino são os baixios pantanosos.

Não vou, neste texto, invadir os limites da política. Moderadamente, quero dizer que estamos passando por momentos preliminares de mais um acontecimento de retirada de um governo que não possui mais credibilidade nem sustentação política. Poderia ser de qualquer partido. Na minha opinião, antes do mês de setembro teremos mudanças.

Na verdade, estou mais preocupado com o próximo Presidente do que com a atual. Explico. Enquanto todos os países da América do Sul passavam por cinzentas ditaduras, a Venezuela era um lago sereno em plena democracia. Aí, a corrupção foi crescendo, crescendo e crescendo tanto, que o povo se exasperou e colocou nas próprias costas um coronel do exército - Hugo Chaves.  Aquilo que parecia ser o salvador da pátria, o mocinho contra os bandidos, o caçador de corruptos, se tornou o maior pesadelo do povo venezuelano.

Dependendo da forma que a Presidente Dilma deixar ou ser apeada do poder este ano,  haverá duas possibilidades de substituição. A menor delas um governo do atual vice-presidente Michel Temer. A outra, eleições diretas para Presidência. É neste ponto que mora o perigo. De repente, o povo poderia escolher alguém que não aparece no cenário político atual. O marketing político consegue ler o que vai no gosto do povo no tempo da eleição. Foi assim que Fernando Collor atropelou os candidatos com maior visibilidade no final dos anos 80. 

O momento é de muita oração, pois as hostes espirituais que operam dentro do território  brasileiro têm levado as instituições a um reboliço. O melhor protesto neste momento, ao meu ver, é fazer um dia de jejum e uma boa hora de oração. Se você tem ainda alguma dúvida, uma boa sugestão é uma leitura no livro de Ester. 

Será que, mesmo com tanta gente cristã e consciente, o povo evangélico vai acompanhar os ventos de uma origem desconhecida? Como está escrito na carta de Paulo aos colossenses, deixe que a paz de Deus seja o árbitro do seu coração.  Na dúvida, fique em casa; mas fique orando. Eu tenho publicado em um post, algumas fotos  de muitos pastores com o ex-presidente Lula. Em 2002, 2006 e 2010 eles o apoiaram e foram decisivos para eleger a Presidente Dilma . Hoje eles estão brandindo as bíblias contra o PT, mas na época se deixaram levar pelos ventos das paixões humanas e se esqueceram de consultar a voz do Espírito Santo. Quebraram a cara. Ainda que jurem que não foi bem assim, eles têm uma conta para acertar com nosso SENHOR. Se eu conheço bem o agir de Deus, tudo o que fizeram na penumbra, vai ser exposto à luz do meio-dia. 

Estou bem preocupado. Se na Bíblia está escrito que Deus começa a limpeza pela sua CASA, e como poderiam se suster o ímpio e o pecador, como é que vai ser agora, quando Deus está invertendo a ordem do seu juízo?

















quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

População católica e evangélica no Brasil serão iguais até 2028


Por: João Cruzué/Blog Olhar Cristão


Dados estatísticos do IBGE combinados com cálculos de projeções da população católica e evangélica para 2016 e 2020 de autoria de João Cruzué, para o Blog Olhar Cristão, em 7.1.2016.


Complementando o trabalho do post anterior,  apresento aqui as projeções do mapa religioso do Brasil com foco nas duas  principais correntes religiosas. Considerações técnicas:

Os dados da população brasileira de 1970 a 2020 vieram dos Censos do  IBGE, [1970-2000], da tabela 1.4.2 [2010] e das projeções da população até 2060 revisadas pelo IBGE em [2013].

Os dados das populações católica e evangélica de 1970 a 2010 vieram dos Mapas Religiosos de 1970-2010, publicados pelo IBGE - [1970-2000 -] e tabela 1.4.2 [2010].

Antes de concluir, com prudência quero opinar que dados quantitativos de crescimento desta ou daquela religião não significam que houve o equivalente crescimento qualitativo na moral e no caráter de seus fiéis - o que seria muito desejável.

As projeções das populações católica e evangélica para 2016 e 2020, vieram de meu trabalho de cálculo com estatísticas. Para o cálculo da projeção dos evangélicos utilizei a taxa de crescimento anual (média) de 1991-2010 - 6,32%. Para as projeções de taxa de queda anual da população católica de 2016 e 2020, repeti a mesma taxa obtida no Censo IBGE 2010 de -12,6%, calculando 6 anos para 2016 e 10 anos para 2020.

É importante, também, esclarecer que o IBGE não realiza uma contagem sistemática, domicílio por domicílio, os fiéis desta ou daquela religião. Ele trabalha com questionários diferentes, sendo que no aspecto religioso é feito um cálculo estatístico sobre amostras coletadas. Dessa forma, as populações informadas nos mapas do IBGE e  de outros Institutos de pesquisa são dados estatísticos e não contagens exatas.

Tendo feito estas considerações para justificar minhas projeções conservadoras, uma vez que Institutos de Pesquisa [1] já informavam números semelhantes ao desta tabela há alguns anos, deixo à disposição dos leitores e pesquisadores os dados do meu trabalho que tem como propósito divulgar a informação da maneira mais científica possível.

Assim, de acordo com os dados da minha tabela, é possível que no Censo IBGE 2020 a população evangélica represente 36,8% da população brasileira, enquanto que o número dos católicos decresça  de 12,6% no mesmo período. Dessa forma, em 2020 católicos ainda estariam em vantagem, todavia, neste ritmo, possivelmente em 2028,  o número de pessoas que vai se declarar evangélicas no Brasil será maior que o de católicos.


Convite à interação: comente, critique, corrija, opine. Sua participação é muito importante para o desenvolvimento desta fonte de informação.

cruzue@gmail.com






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Estimativa da população evangélica para 2016 e 2020




ESTIMATIVA COM BASE EM DADOS OFICIAIS DO IBGE
Estimativas para 2016 e 2020

RESUMO:

Projeção com taxa de crescimento anual média (D):

Com a taxa anual do decênio 2001-2010, 4,91%  =  56.362.394  crentes, ou 27,35%, em 2016;

Com a taxa anual de 1991-2010, 6,32% = 61.071.072 crentes, ou 29,63%, em 2016;

Com a taxa anual 6,32%, em 2020 =  78.042.978 crentes, ou  36,80% da população do Brasil.

Leia mais:

Círculo de Oração da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Paulo

AUTORIA: JOÃO CRUZUÉ 

APRESENTAÇÃO:  
Como tenho feito há mais de seis anos, quero apresentar  a estimativa da população evangélica para dezembro de 2016. É mais uma informação do Blog Olhar Cristão, baseada em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE publica os dados dos censos das populações brasileira e evangélica a cada dez anos. Desta forma, os cálculos sobre a população de 2016 e 2020 vêm da projeção oficial deste Instituto até o ano de 2060 que foi revisada em 2013 - link: Projeção da População até 2060. Toda metodologia dos cálculos das taxas é de autoria de João Cruzué). São dados conservadores tratados de forma estatística. Ela pode e deve ser testada e revisada pelos leitores do Blog Olhar Cristão. Portanto, posso dizer sem receio que esta publicação não é um exercício de "achometria" ou "chutometria" que vem para suprir uma lacuna de informação que até o momento só é ofertada pelo Blog Olhar Cristão.

IMPORTANTE: 
Não copie meu post. 
Pode usar alguns dados em seus textos, sendo obrigatória e justa a menção da minha autoria e o endereço do meu blog. Para uso em revistas e periódicos, solicite minha autorização por escrito em: cruzue@gmail.com.

Todos os dados estatísticos deste assunto estão na tabela abaixo. Uma série histórica até 2010 e projeções de 2014 (realizada por nós no início de 2015) 2016 e 2020. Os comentários do blogueiro seguem mais abaixo.

Tabela 1

Agradecimentos: Ao Google, ao IBGE e  ao pessoal do Corel Paint Shop Pró pelo trial  do programa de design gráfico que produz a figura da tabela em 3D. Se houvesse representante desta empresa no Brasil, eu não pensaria duas vezes em comprar a versão do antigo JASC - Paint Shop Pró 9, que sempre me foi útil na criação de banners e tabelas há tempos.


O que a imprensa comentou sobre o crescimento dos evangélicos:

1. "Número de evangélicos cresce 61% no Brasil, diz IBGE"
 http://br.reuters.com  - em 29.6.2012;


2. "Católicos serão ultrapassados por evangélicos até 2040"

3. "Número de evangélicos aumenta 61% em 10 anos, aponta IBGE"
http://g1.globo.com - em 29.6.12




Comentários do blogueiro:  Estou perfeitamente consciente de que o crescimento em quantidade dos evangélicos não significa um crescimento na qualidade dos crentes. Por exemplo, na representação política ele tem sido uma lástima.

A mesma coisa também posso dizer dos programas de assistência social das grandes Igrejas pentecostais e neopentecostais. Elas gastam milhões com TV e construção de megatemplos, mas são um zero em compaixão samaritana. O pouco que fazem, ao meu sentir, é apenas para uma publicidade hipócrita.

Com relação à Igreja Católica Romana, por um questão de prudência, deixo para seus oficiais e fiéis o exercício da crítica.
Tabela 2


Voltando à primeira tabela, quando disse que a estimativa da população evangélica para (dezembro) 2016 em 29,6% é conservadora e científica, foi por ter usado a taxa de crescimento anual (6,32% a.a) verificada no no período intervalar dos Censos do IBGE de 1991 a 2010. A julgar pelo esforço de evangelização das Igrejas Evangélicas, principalmente no Rádio e na TV, não me surpreenderia se em 2022, quando o IBGE divulgasse os números oficiais do Censo 2020 esta taxa de crescimento anual fosse ligeiramente maior.

Utilizando, então, a taxa anual média de 1991-2010, de 6,32%, conforme está na tabela 1, os cálculos da população evangélica para 2016 e 2020 seriam os seguintes:

População evangélica estimada para (dezembro)  2016: 61.071.072;
Porcentual de evangélicos em relação à população brasileira em 2016:  29,63%;
Projeção de evangélicos para o Censo de 2020: 78.042.978;
População Brasileira Projetada pelo IBGE para 2020: 212.077.375;
Porcentual de evangélicos em relação à população brasileira em 2020: 36,80%.

EXPLICAÇÃO: Na minha opinião, a população evangélica cresce vigorosamente no Brasil pela capilaridade crescente de templos e salões em todas as cidades e nas vilas deste país. Para falar de Jesus e ganhar uma alma, não é necessário a construção de um majestoso templo, nem a formação teológica de um Pastor, mas o simples uso da palavra de Deus. Uma cidade que há 30 anos possuía três denominações evangélicas, hoje, provavelmente, dependendo do tamanho possa ter 10, 50 ou 100 templos, salões ou casas de família como locais de pregação. Assim como um corpo físico é dividido em muitos órgãos e todos eles trabalham em conjunto, no plano espiritual a multiplicação de seitas e denominações evangélicas por todo lado é a explicação deste fenômeno. Todavia, no plano material, existe uma interpretação contrária, ou seja, que a multiplicação das denominações evangélicas é uma divisão do corpo de Cristo. Ao meu ver, no plano físico isto é verdadeiro, mas no plano espiritual onde está a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, não há divisão. Só crescimento.




cruzue@gmail.com



Nota: 
Metodologia do cálculo da "D" do período dos últimos dois Censos do IBGE (1991-2010).
População evangélica pelo IBGE em 2010 =  42.275.437; população evangélica pelo IBGE em 1991 = 13.189.284; "n" = 19  anos. A divisão dá o índice 3,205287. Para chegar a taxa média anual nestes 19 anos, é só tomar com base o índice retro, e colocar 1/19 como expoente, ou seja: 6,3223514%. Simplificando: 6,32%. A conta inversa (com expoente 19) tende aos 3,205287. 

Continuando, para obter os dados estatísticos de 2020, basta elevar a taxa média anual de 6,3223514% (1,063224) à potência 10 (10 anos) e chegar a 84,61% de crescimento da população evangélica para o decênio 2011-2020. 

Então 42.275.437 x 1,84606  =  78.042.978 crentes ( 36,80% da população brasileira projetada pelo IBGE para 2020), estimativa para o Censo IBGE 2020 cujos dados serão divulgados dois anos depois, em 2022. 

O Blog Olhar Cristão já está antecipando isto para você, sem "chutometria" ou "achometria".

Por favor, faça seus comentários. Quero ouvir suas críticas, correções, opiniões...


cruzue@gmail.com

a: João Cruzué, blogueiro evangélico desde 2005.








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